Falhar, para muitas empresas, não é visto como uma opção válida. Afinal de contas, a falha parece algo contraprodutivo, certo? Empreendimentos existem para alcançarem objetivos – isto é, para acertarem seus alvos. E, para que esses objetivos sejam alcançados, é feito um planejamento, em tese, a prova de falhas. Entretanto, no artigo de hoje, você verá que, para, inovar, é preciso ser especialista em falhar. Esse é o caso da Amazon, e toda sua história reflete isso.

A seguir, você saberá um pouco mais sobre como é preciso saber falhar. Descubra como a falha não só faz parte da jornada de uma empresa, como também pode ser uma das propulsoras de seu crescimento. Jeff Bezos, CEO da Amazon, sabe que falhar é algo a ser encorajado. Confira a seguir como essa cultura pode ser útil para sua empresa!

Falhar é um “mal necessário” para a inovação

“Para inventar, você tem que experimentar, e se você já sabe que é algo que vai funcionar, isso não é um experimento. Muitas grandes organizações abraçam a ideia da invenção, mas não querem sofrer a série de experimentos fracassados para chegar lá”. Essas foram palavras escritas por Jeff Bezos em sua carta anual aos shareholders da Amazon.

A Amazon é uma prova viva de uma empresa que é movida pela experimentação. Desde seu início, como uma loja virtual, a busca sempre foi ir além. Streaming, séries, filmes, livrarias, serviços de hospedagem… a lista de mercados novos e distintos que a empresa aposta é gigantesca. Muitos desses mercados, inclusive, não têm relação direta um com o outro. Ou têm?

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Experiência do cliente orienta a inovação da Amazon

Como a maior varejista do mercado, com valor de US$ 370 bilhões, existe muito espaço para que ela possa falhar. Mas isso permite somente uma escala maior. O que cria espaço para a inovação é o posicionamento, desde sempre, pela melhor experiência do cliente.

A Amazon é uma empresa que sabe que falhar é o combustível para novas experiências a serem desenvolvidas. Um exemplo disso foi quando a Amazon lançou seu próprio celular em 2014, o Fire Phone. Com um investimento de 170 milhões de dólares, o produto foi um grande fracasso.

O posicionamento de Jeff Bezos, na época, surgiu como uma surpresa para muitos: “isso foi bom, e pretendemos falhar mais”.

Para Bezos, o tamanho da empresa precisa coincidir com o tamanho de seus erros. É dever das grandes empresas tomarem os maiores riscos, conforme o CEO. É importante notar que falhar, aqui, depende de saber como falhar da maneira correta.

Portanto, é importante ter em mente que assumir riscos faz parte do ato de empreender. Porém, é preciso também reconhecer a diferença entre assumir riscos e correr perigo. Corre-se perigo, por exemplo, ao estar desinformado sobre seu mercado de atuação e as necessidades de seu cliente. Assume-se riscos controlados quando a decisão tomada é baseada em informações avaliadas. Outro grande nome e um dos expoentes da administração moderna, Peter Druker, já afirmou que “existe o risco que você não pode jamais correr, e existe o risco que você não pode deixar de correr”. A Amazon ilustra perfeitamente esse pensamento. Conheça mais a seguir o porquê disso!

Falhar, cair e levantar

O número de projetos que refletem a filosofia de falhar da Amazon são vários. A empresa, além do investimento multimilionário no Fire Phone, experimentou diversas ideias. Mas isso não significa negar a realidade e querer ativamente sabotar a empresa. Muito pelo contrário, inclusive.

Você vai falhar. É parte da natureza de qualquer negócio. No mundo dos negócios, inovar não é algo somente positivo. Como Bezos bem colocou em sua carta aos investidores, muitas empresas dizem ser inovadoras. No entanto, não existe inovação na certeza. E, por isso, muitas não inovam porque não conhecem seus limites por não falhar.

Falhar é parte da cultura da Amazon, e isso é um orgulho para a empresa. É por saber como falhar, inclusive, que a companhia teve sucesso.

Algumas das maiores e mais arriscadas apostas da Amazon hoje estão entre as mais significativas linhas de negócio da empresa. É o exemplo da Amazon Web Services, por exemplo. Só em 2016, a empresa já chegava a render US$ 10 bilhões. Em um mercado de cloud computing em que empresas como Microsoft e Google dominam, isso é um excelente resultado. Mas poderia ter sido uma grande falha também!


Considerações finais

Os acertos da Amazon, com certeza, fizeram com que todos seus erros tivessem valido a pena. Quando sua empresa não arrisca em desafiar o lugar-comum, em falhar, ela não está inovando. O mesmo vale para marcas que seguem tendências de maneira cega.

Fazer o que já foi feito no mercado pode ser uma maneira de buscar estabilidade. No entanto, oportunidades não são criadas a partir de caminhos seguros. Quanto mais cedo sua empresa falhar, mais próxima de uma iteração e de novas possibilidades ela estará. Portanto, experimente arriscar!

Sua empresa encontra espaço para inovação? Você já vivenciou a importância de falhar como forma de gerar novas oportunidades? Compartilhe sua experiência nos comentários!